sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Janeiros

dada à mim, pobre luz que impera
rubro forte de teus lábios mansos
vento em corte, mas em teus cabelos
a sorte resiste a primavera
quimeras de teus ombros em desespero
valem além de teu peito à vida imensa
pobre dos mares a vida no desterro
pobre dos dias à falta de tua presença
embora o frio, veraneio em tuas curvas
a ti e a mim, já fadada a hora
o oscuro véu de tuas linhas turvas
vem e pertuba a calma que em mim mora.

2 comentários:

Carol disse...

Ai... Que saudade de te ler!

Cecília disse...

esse outro daniel é tão poético quanto aquele outro, rei da leveza.