dada à mim, pobre luz que impera
rubro forte de teus lábios mansos
vento em corte, mas em teus cabelos
a sorte resiste a primavera
quimeras de teus ombros em desespero
valem além de teu peito à vida imensa
pobre dos mares a vida no desterro
pobre dos dias à falta de tua presença
embora o frio, veraneio em tuas curvas
a ti e a mim, já fadada a hora
o oscuro véu de tuas linhas turvas
vem e pertuba a calma que em mim mora.
2 comentários:
Ai... Que saudade de te ler!
esse outro daniel é tão poético quanto aquele outro, rei da leveza.
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