quarta-feira, 20 de agosto de 2008

de dia.

não,
não quero mais viver à luz da sombra

quero redes e rosas como amantes
deitadas ao meu lado, respiro, e calmo.
longos goles entre os dedos,
maçãs e auréolas
ventos fortes na velha cortina.
quero o latido do cão amigo,
ave de rapina, voando longe
chuva nos lábios da primavera
a beleza e o seu palco
que abram-se os veludos das nascentes
eu correrei como o rio
e já rio de minha partida.

2 comentários:

Clara Esperança disse...

gostei do que li por aqui, bacana ver que os blogs (ainda) resistem!! =)

Pritt disse...

achei bacana esse trecho.